Tempo
Bebedouro espera um Planejamento Financeiro e uma Administração Pública Estratégica
11/11/2017

Vivemos tempos difíceis na economia e na política. Uma classe política despreparada para os enormes desafios que a gestão pública impõe hoje e um pacto federativo, mantido por mãos de ferro, que concentra recursos na União e transfere custos para os municípios. Daí falarmos tanto em déficits orçamentários, em adequação da máquina pública e em abandono de um modelo de gestão que faliu.

Os cidadãos enxergam realmente a coisa pública como lenta, burocrática, cara e nada democrática. A novidade é o fim do cidadão passivo, que não aceita mais aumento de impostos ou mais endividamento como as únicas saídas para as destroçadas contas municipais.

É preciso um modelo menos engessado, mais flexível e adaptável rapidamente ás crescentes demandas dos cidadãos, que requerem precisão e velocidade. Os cidadãos querem participação e transparência, mandam o recado de que é preciso fazer mais com menos, e que estão cansados de diagnósticos e discursos bonitos, porém vazios em propostas.

Com o esgotamento do modelo atual ficam os enormes desafios de atrair novos investimentos e aumentar a arrecadação. Os cidadãos querem ir além. Querem um Planejamento Financeiro que alicerce uma Administração Estratégica. Querem o estratégico como instrumento de mobilização da sociedade e na definição de suas prioridades mais queridas. Sabem que é preciso criar uma cultura de valor que dê pesos diferentes as coisas (não dá mais para uma administração municipal cuidar de tudo!); é preciso criar uma marca que aponte para o vir a ser de uma cidade inteligente que integre todos; criar uma marca que dê orgulho as populações de dentro e de fora. Que tipo de cidade queremos ser, e como chegaremos lá?

Primeiro é preciso elevar o nível dos debates e colocar as idéias em ordem; a seguir elaborar um grande banco de dados confiável da cidade, e depois construir uma peça orçamentária realista.

O Governo Galvão precisa elaborar um Planejamento Financeiro paras os próximos três anos, não dá mais para atuar sempre como bombeiro. Precisamos incluir todas as áreas em uma administração estratégica com objetivos claros e realizáveis. Tornar públicas as prioridades e buscar alternativas criativas e ousadas. Participação dos de dentro e dos de fora, transparência total e administração compartilhada com o poder legislativo, devem constituir o tripé de apoio da política municipal.

Ou partimos para isso, ou vamos ficar até o fim do mandato de Galvão reclamando de buracos, ambulâncias, caminhões velhos e salários de comissionados.

Vamos assistir o mesmo filme comendo pipoca e bebendo guaraná? Voltaremos ao cinema só daqui  há três anos para rever os velhos artistas?

 

 
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