Tempo
O cidadão fiscalizador como pedra no sapato dos gestores públicos
02/12/2017

Os analistas mais pragmáticos dizem que "esperar que prefeitos resolvam o problema de responsabilidade e lisura ao lidar com dinheiro público, é o mesmo que acreditar que raposas vão proteger e tomar conta das galinhas". Por isso, em nome da legalidade e da moralidade,o cidadão deve agir como um fiscal das contas públicas.

Em nossos tempos é muito comum o ceticismo em relação a tudo, principalmente no país e na cidade em que vivemos. Frases como, Bebedouro não tem jeito, o bebedourense é acomodado, somos incapazes de construir um projeto de cidade ou a melhor saída para Bebedouro é o Aeroporto de Ribeirão Preto, povoam nossas mentes e enchem os nossos ouvidos.

Por outro lado nunca a Polícia Federal, o Ministério Público e os Tribunais de Contas investigaram, processaram e prenderam agentes públicos como nos dias de hoje. Os alvos principais são as OS da Saúde, as terceirizações das empresas de saneamento e as concessões de transportes públicos. Destaque especial para o pente fino nas licitações e compras municipais.

As câmaras municipais tem como função principal a fiscalização do poder executivo e a prerrogativa de convocar CPIs, que podem acabar em afastamento de prefeitos. Só que não basta!

É preciso que os cidadãos-contribuintes-eleitores assumam o papel de analisar as contas municipais, exijam providências, assinem projetos, protestem e votem em candidatos com projetos de governo e com experiência administrativa para gerir a máquina pública.

Os cidadãos são fundamentais para que as mudanças aconteçam. O nível de participação em audiências públicas bebedourenses é sofrível e quase todos procuram saídas individuais e não coletivas.

É bom que todos tenham consciência de que não temos um bom projeto de cidade, não temos vocação definida, não temos prioridades e já temos um grande déficit orçamentário. Dívidas com o SASEMB, precatórios, restos a pagar e nenhuma capacidade de investimento são retratos fiéis da realidade de hoje.

A continuar assim, o próximo prefeito consumirá metade de seus mandato para colocar a casa em ordem e detalhará a "herança maldita" que recebeu. No vestibular de gestão pública estamos sendo reprovados!

 

 
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