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FecomercioSP e Sincomercio Bebedouro são contrárias à proposta do setor de cartões de crédito que prevê o fim dos parcelamentos sem juros
10/02/2018

Segundo as Entidades, as formas de pagamento devem ser definidas pelos empresários, por se tratar de uma estratégia de negócio moldada de acordo com o fluxo de caixa e a conveniência dos clientes

 

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) e o Sincomercio Bebedouro são contrários à proposta do setor de cartões de crédito que prevê o fim dos parcelamentos sem juros na aquisição de bens e serviços. A proposta, apresentada ao Banco Central no início de janeiro, prevê que as empresas de cartões passem a oferecer modelos similares a crediários para seus clientes como forma de parcelar suas compras e que o prazo de pagamento aos lojistas seria reduzida de 30 para cinco dias.

 

Para a FecomercioSP e o Sindicato, no entanto, cabe aos varejistas definir suas práticas de negócio, desde que ajam dentro da lei. Dessa forma, as Entidades acreditam que quem deve definir como cobrar é o próprio comerciante - considerando sua capacidade, seus parceiros e a necessidade e conveniência de seus clientes.

 

O mercado seria responsável, portanto, por definir as condições em que opera. A Federação e o Sincomercio creem que interferências do Estado em operações de negócios privados, por pressão de algum setor ou por definição governamental, tendem a gerar resultados prejudiciais ao comércio.

 

Ainda assim, caso a medida seja implementada, a FecomercioSP e o Sindicato defendem que o recebimento das vendas pelo lojista seja realizado no dia seguinte à operação, em vez de cinco, após a venda, conforme especulado, uma vez que os consumidores arcarão com os juros da operação.

 

As Entidades reforçam que as políticas econômicas devem ser desburocratizadas. Até recentemente, por exemplo, os varejistas eram impossibilitados de oferecer condições diferenciadas de pagamento em compras em dinheiro e no cartão. Essa impertinência legal foi combatida pelas Entidades, pois prejudicava os clientes e empresários que eram impedidos de, em comum acordo, fazer negócios melhores para ambos. A tese da FecomercioSP de liberdade de negócios venceu e, hoje, o comércio se beneficia dessa flexibilidade.

 

 
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