Tempo
A falta de liderança provoca a rejeição aos gestores públicos
05/10/2019

Na democracia brasileira de dois em dois anos os cidadãos vão as urnas.

Apesar da descrença em relação aos políticos o índice de comparecimento é maior do que nas democracias européias e americana. O que nos diferencia das democracias desenvolvidas é a razão do voto. Buscamos sempre o líder salvador ou o gestor herói.

O que esquecemos sempre é que heróis ou salvadores não são líderes e que gostamos de terceirizar responsabilidades na esperança de que alguém venha resolver todos os nossos problemas.

Esquecemos também que a sociedade é obra coletiva, que o político deve ter um projeto aprovado nas urnas e um compromisso de respeito e competência em relação à gestão pública.

O problema é que vivemos hoje a maior crise ética, política e de falta de lideranças confiáveis de nossa história.

O processo de mudança exige novas abordagens e novas posturas, uma ruptura com o passado e novas estratégias para o futuro.

A falha ou incompetência em comunicar isso aos cidadãos-eleitores, é que tem provocado a distância e a baixa participação política no debate e soluções para toda a coisa pública.

Ao radicalizarmos o discurso de que tudo que é do governo é ruim, corrupto e não funciona, estamos na realidade mirando os três poderes da república que não criam um ambiente propício a paz e as mudanças.

O distanciamento do poder político, em todos os níveis e em todos os portes de cidades, é o retrato da revolta do cidadão médio que deseja a volta do regime militar, o fechamento do congresso, das assembléias e das câmaras municipais.

Todo aparato político é visto apenas como despesa e os prefeitos, em particular, como criadores de problemas. O estranho é que todos são eleitos pelos mesmos críticos.

Os brasileiros votam no menos pior e não no melhor, votam em artistas, votam no mais bonito e votam acima de tudo por impulso de última hora.

A complexidade da administração da máquina pública e as dificuldades de gerar e gerir um Planejamento Estratégico compõem a realidade de hoje, e a maioria dos gestores municipais não são preparados para isso e nem tem equipes competentes para ajudá-los. 5.570 gestores municipais são cobrados de atributos essenciais a liderança, como eficiência, transparência e credibilidade. A falta de liderança é que provoca a rejeição aos prefeitos e não a falta de recursos como muitos afirmam.

Líderes não dão desculpas e nem terceirizam responsabilidades. Como se diz no popular, ou mata a cobra e mostra o pau, ou pega o chapéu e vai para casa correndo!

 

 
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