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R$ 3,6 bilhões para financiar as eleições de 2018
12/08/2017

Com o pomposo nome de FUNDO ESPECIAL DE FINANCIAMENTO DA DEMOCRACIA a Comissão da Câmara Federal aprovou um fundo público de R$ 3,6 bilhões para financiamento das campanhas de nossos partidos políticos. É bom deixar claro que é dinheiro público, do orçamento e que vem dos impostos que todos os brasileiros pagam.

Alguém foi consultado se concorda com o tal financiamento? O problema, dizem, é que com a proibição das doações de empresas as campanhas, tudo fica inviabilizado.

Nas salas fechadas de Brasília deram três tiros de canhão no brasileiro: o primeiro acerta no cidadão que não se sente representado por esses políticos, o segundo no bolso do contribuinte e o terceiro pela enganação democrática, em que poucos espertos decidem a vontade da maioria.

O que mais impressiona é a passividade da maioria, que não protesta e nem vai ás ruas. Talvez a única solução seja uma enxurrada de abstenções, votos nulos e brancos, ou campanhas para não reeleger ninguém. De diagnósticos o Brasil está repleto, o que precisamos é de ação.

Não bastasse o uso do dinheiro público, a mini-reforma prevê o tal de DISTRITÃO  em que somente serão eleitos os deputados mais votados. A princípio parece o ideal e o mais democrático, pois os votos dos mais votados só iriam para eles mesmos e acabaria o fenômeno Tiririca, que se elege com mais de um milhão de votos e leva mais três ou quatro deputados federais para Brasília mesmo com baixas votações. O benefício acaba aí!

O tal sistema de DISTRITÃO vai beneficiar os atuais políticos por serem mais conhecidos e por possuírem as maiores máquinas partidárias. Não é á toa que os grandes partidos vão aprovar correndo tal mudança, pois ficarão com a maior parte do fundo e reelegerão os seus.

É uma forma de enfraquecer os partidos políticos e favorecer rearranjos para que tudo continue na mesma e os mesmos continuem mandando no Congresso Nacional. Se depender dos atuais deputados e senadores, reforma política só pequena, sem ferir grandes interesses.

Ou os eleitores mudam a história ou a classe política inviabiliza o Brasil. Vamos permitir que um sistema político caro, corrupto e incompetente continue reinando? Pense nisso antes de ir á urna eletrônica em 2018!

 

 
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