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O mito do brasileiro cordial e pacífico
11/11/2017

O 11º Anuário Brasileiro de Segurança Pública informa: "O Brasil registrou 61.619 mortes violentas em 2016 conforme dados divulgados no último dia 30 de Outubro.

O número que contabiliza latrocínios, homicídios e lesões seguidas de morte, representa um crescimento de 3,8% em comparação com 2015, sendo o maior patamar da história do país. Em média, foram contabilizados 7 assassinatos por hora.

Com o crescimento do número de mortes intencionais, a taxa de homicídios no Brasil por 100 mil habitantes ficou em 29,9".  Os números da violência no país são superiores a países em guerra como Iraque, Afeganistão ou Síria. Segundo órgãos internacionais 19 das 50 cidades mais violentas do mundo são brasileiras.

O mito, cultivado por séculos, de que o brasileiro é cordial e pacífico, caiu por terra e a terra é manchada por muito sangue. Capitais como Aracaju, Belém e Porto Alegre tem mais que o dobro de assassinatos dentro de padrões aceitos mundialmente. Sergipe, Rio Grande do Norte, Alagoas e Rio de Janeiro são considerados zonas de guerras.

Nós brasileiros, somos mesmos ignorantes, primitivos e cínicos. Não há jeitinho brasileiro que dê jeito nisso. Cultura, educação e segurança andam de braços dados.O clima é pesado e a palavra de ordem é urgência.

Some-se a tragédia brasileira as 47 mil mortes anuais no trânsito, a violência contra as mulheres e as crianças, e a escalada das drogas.Para manchar mais a paisagem temos um esquema de corrupção implantado de norte a sul, leste a oeste, em todo a país. A crise é de credibilidade e atinge desde governos a qualquer tipo de instituição.

Na ausência de um plano nacional de segurança pública, os demagogos dizem que dar um revolver para cada brasileiro irá resolver o problema, implantar a pena de morte ou trazer os militares de volta ao poder são medidas também vendidas como remédios milagrosos. Um povo sem educação e violento pode andar armado?

Para arrumar o Brasil deveríamos fuzilar metade dos brasileiros? Ou deveríamos implantar uma ditadura como a chinesa?

Em 2018 temos eleições dos cargos mais importantes da república brasileira e teremos também Copa do Mundo de futebol. Não tenham dúvida de que o país vai parar para assistir futebol, e não tenham dúvidas também que metade dos brasileiros não vão dar a mínima para as eleições. Enquanto isso vamos orando para os 61.619 mortos que não participarão dessa triste realidade.

 

 
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