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O Judiciário brasileiro é o mais caro do mundo, mas só se fala em reforma política
10/02/2018

Com os escândalos de corrupção na pauta do dia, todo o sistema político é criminalizado pelos meios de comunicação. Dizem que além de corrupto é ineficiente, caro e não representativo.

Os cidadãos ficam espantados quando ficam sabendo que 69.620 eleitos representam o nosso sistema político. Espantados? São 5.570 prefeitos e 5.570 vice-prefeitos; 56.810 vereadores, 1.024 deputados estaduais, 513 deputados federais. 81 senadores, 27 governadores e 27 vice-governadores, sem incluir diretores, secretários e assessores. O sistema é caro? É. Custa R$ 20,6 bilhões ao ano!

Realmente precisamos de uma reforma política que diminua despesas e aumente a produtividade. Só que temos um problema maior; o poder judiciário custa três vezes mais que o sistema político. Isso mesmo: R$ 61 bilhões anuais, ou seja, 1.3% do PIB nacional.

O Brasil, segundo a Revista Exame, tem o Poder Judiciário mais caro do mundo. É mais caro do que os EUA, a Alemanha, o Japão e a Inglaterra. Somos um país continental com 17 mil juízes que ganham no holerite R$ 33 mil mensais e 12 mil desembargadores e promotores que ganham respectivamente R$ 26 e R$ 46 mil mensais. Com as regalias que a imprensa chama de "penduricalhos" temos ganhos mensais no judiciário que vão de 50 a R$ 90 mil.

Até o Ministro do Supremo Gilmar Mendes diz, que os que deveriam ser justos acabam dando um péssimo exemplo. O chamado auxílio-moradia de R$ 4.500,00 é a grande discrepância atual e a imoralidade pega até gente do porte do Juiz Sérgio Moro.

Altos salários e mordomias fora do contexto nacional mostram um judiciário imperial em um Brasil que a maioria dos que clamam por justiça vivem com até dois salários mínimos.

Governar para si próprio, acomodar interesses e cultivar a lentidão nas decisões, tem feito o Poder Judiciário ser visto pelos cidadãos como um dos pilares da república não muito diferente dos poderes Executivo e Legislativo.

Lógico que o problema do Judiciário não é a corrupção endêmica que vive no mundo político, o problema é um não compromisso com os anseios da nação. Se a nação não reconhecer mais as instâncias jurídicas como sua máxima proteção, aí o Brasil entrará em terreno perigoso e a maioria flertará com uma ditadura como única saída.

A democracia brasileira é frágil e não podemos ficar riscando palitos de fósforo  para verificar se o tanque de combustível está cheio. Cabe do Poder Judiciário esvaziar o tanque e recolher as caixas, enquanto é tempo! 

 

 
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